O universo (nem tão) simples das métricas nas redes sociais
Como a ontologia pode transformar o caos das métricas em clareza estratégica para sua marca
À primeira vista gerenciar redes sociais pode parecer uma tarefa simples. Muita gente acredita que basta publicar alguns posts, escrever legendas rápidas e investir em anúncios no Meta Ads. Na prática, quem realmente trabalha com gestão de redes sociais enfrenta desafios que vão muito além do óbvio. É preciso lidar com múltiplas plataformas, cada uma com suas particularidades. Os formatos de conteúdo mudam o tempo todo. As métricas, muitas vezes, parecem até se contradizer. E ainda existe o desafio de alinhar times e clientes que falam 'línguas' completamente diferentes.
Parece complicado? Pois é exatamente assim que a coisa se torna um verdadeiro pesadelo quando não temos uma base clara: a ontologia. Sem ela, tudo fica confuso. Quando a ontologia não está bem definida dentro de uma empresa, começam a surgir problemas como:
- Termos fundamentais viram verdadeiras armadilhas de interpretação. 'Post', 'conteúdo' e 'campanha' podem significar uma coisa para você e outra completamente diferente para seu cliente ou colega de equipe.
- Os relatórios deixam de conversar entre si, criando ruídos e informações soltas que não se conectam.
- As ferramentas que deveriam facilitar o trabalho acabam se transformando em verdadeiras 'gambiarras' conectadas, sem integração ou eficiência.
É justamente a ontologia que organiza esse caos. Ela é quem define, de verdade, o que existe e o que faz sentido dentro do sistema da empresa. Quando todos falam a mesma língua e entendem os mesmos conceitos, as métricas deixam de ser um bicho de sete cabeças e passam a fazer sentido.
Mas o que é Ontologia?
Já se fez a pergunta: com o que, de fato, eu trabalho? É sobre isso, a organização estruturada dos conceitos, termos e relações do universo da marca. Vai além de hashtags ou categorias para mapear como os elementos se conectam e dão contexto uns aos outros.
Pensa assim: se você tivesse que explicar seu trabalho sem falar de tarefas, o que iria sobrar?
No fundo, isso leva a uma pergunta quase filosófica:
o que vem antes no trabalho digital, a tarefa ou o objeto?
A tarefa existe porque o objeto existe, ou o objeto só existe porque alguém precisa fazer algo com ele? É o clássico dilema: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha.
Na prática: a Videa
Por exemplo, aqui na Videa:
Objetos do Trabalho (Ontologia):
Publicação | Campanha | Métrica | Audiência | Conteúdo | Canal
A tarefa é o que fazemos com eles: criar, analisar, segmentar, publicar e otimizar.
Na prática seria algo assim: 'Criar um post para Instagram'. Parece uma coisa só, mas é uma relação ontológica. Veja o que está envolvido:
- Conteúdo - a ideia
- Peça - arte + copy
- Publicação - aquela peça no Instagram
- Canal - Instagram
- Objetivo - engajamento
- Métrica - comentários, salvamentos
- Responsável - social media
O problema da falta de ontologia
O problema acontece quando os objetos são tratados como tarefa. Aí surgem esse tipo de coisa:
- Tudo vira checklist.
- Métricas ficam soltas.
- 'Deu certo' ou 'deu errado' vira opinião.
- Escalar o trabalho vira sofrimento.
Quando a ontologia é bem estruturada, podemos otimizar e comparar porque os relatórios fazem sentido, as tarefas podem ser mudadas sem perder o histórico, e a estratégia fica nítida, porque estamos falando da mesma língua sobre as mesmas coisas.
Sobre Sarah Madeira
Acredito que a tecnologia só vale a pena quando é acessível. 😎